quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Relatório de Estágio Supervisionado no Ensino Fundamental 2014.1

Então pessoal, continuando o compartilhamento de minhas produções, posto o Relatório que acabei de entregar em cumprimento de uma disciplina da graduação em Pedagogia pela Faculdade de Educação da Baixada Fluminense FEBF-UERJ, que atualmente estudo.
Espero que seja útil !

Bons estudos e boas leituras!



Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
Faculdade de Educação da Baixada Fluminense.




Curso:
Pedagogia.




Disciplina:
Estágio II
Docência do Ensino Fundamental.




Professora:




Aluna:
Dayse Alves.




Tema:
Relatório de estágio II.





Duque de Caxias, 05 de agosto de 2014.


SUMÁRIO



INTRODUÇÃO




O presente trabalho tratará de demonstrar através de minha vivência e pesquisa, a experiência de estagiar na Escola Municipal**, situada em Jardim Primavera, bairro do 2º Distrito de Duque de Caxias, na turma do 1º ano, durante as tardes entre abril e junho de 2014.
Apresentarei também, como exigência da Disciplina Estágio Supervisionado II a descrição e conclusões, bem como essa experiência podem enriquecer minha formação, como considera (KULCSAR, 1991, p. 64) o Estágio Supervisionado deve ser considerado um instrumento fundamental no processo de formação do professor. Poderá auxiliar o aluno a compreender e enfrentar o mundo do trabalho e contribuir para a formação de sua consciência e social, unindo a teoria à prática. Dessa forma, relatarei através de 3(três) capítulos que dividem-se em Introdução, desenvolvimento e Conclusão, a experiência de estagiar e participar de diferentes momentos de interação da escola com os alunos e toda a comunidade escolar do entorno de onde está localizada a Escola Municipal**.

DESENVOLVIMENTO


 Segundo Silva, 2007, p. 35. “A primeira concepção que deve nortear o papel do professor é: ‘aprender e ensinar’ e ‘ensinar e aprender’. Ambas constituem um processo dinâmico, onde um não existe sem o outro. Ensinar pressupõe um aprendizado.” Desse modo, entendo que o estágio é o momento de sairmos da teoria e, na prática observar e participarmos de todo o processo de ensino aprendizagem que se dá no ambiente escolar, os desafios e imprevistos que surgem e podem servir para ponto de partida para novas descobertas e aprendizagens.
A Escola Municipal**, situado na **em Jardim Primavera, bairro no 2º Distrito de Duque de Caxias tem a seguinte história...
   No ano de 2001, numa parceria com a Igreja Evangélica Assembléia de Deus, situada na Rua Visconde de Itaúna, nº 199, a Secretaria Municipal de Educação de Duque de Caxias realizou um levantamento para conhecer a necessidade e atender a demanda local. A Igreja cederia parte do seu espaço físico para o funcionamento da escola.
     Após a realização das matrículas, verificado o número expressivo de alunos, tornou-se necessária a busca de um novo espaço, tendo em vista que as instalações oferecidas pela igreja não comportariam o fluxo diário da escola.
     Como alternativa, foi alugado o prédio na Rua Noel Rosa, s/n, esquina com a Rua Vicente Celestino (antiga Rua Dois). Feitas as adaptações necessárias no espaço anteriormente utilizado como padaria e igreja, as atividades letivas foram  iniciadas no dia 04 de junho de 2001.
A escola situada em área urbana, um local acessível, bem movimentado, próximo a pontos de ônibus, lojas comerciais, supermercados e à praça principal da rua Vicente Celestino (rua Dois). A estação ferroviária de Jardim Primavera também fica nas proximidades. O bairro é atendido por linhas de ônibus com destino à Central do Brasil (Rio de Janeiro), Duque de Caxias e Saracuruna.
         A escola iniciou as atividades em junho do ano 2001, com 239 alunos matriculados em oito turmas do 1º ao 3º Anos do Ciclo de Alfabetização, em dois turnos, com o quadro de professores, de equipe técnica e de funcionários de apoio ainda incompleto, o que começou a se estabilizar no mês de agosto daquele ano. Alunos com distorção idade/série, sem experiência escolar anterior, professores sem experiência com alfabetização; todos os professores em regime de aula-extra, preocupação com relação à aprendizagem dos alunos visto que todas as oito turmas eram do ciclo de alfabetização, dentre outros, foram os grandes desafios daquele momento. Tomando como prioridade a necessidade de familiarizar as crianças com o mundo letrado, iniciou-se o Projeto Construindo a Leitura e a Escrita pelo Mundo. Os subprojetos “Aluno Viajando”, “Qualidade de Vida” e “História de Vida” foram elaborados com objetivos relacionados às necessidades observadas naquele momento.
Em 2005 foi adquirido pela Prefeitura Municipal de Duque de Caxias o imóvel da Avenida**. Um pouco distante do endereço anterior, próximo à antiga Rua Dois, por onde passam linhas de ônibus e onde existem lojas comerciais. No entanto, a escola está mais próxima à Estação de Trem de Jardim Primavera. O espaço também foi adaptado, pois antes abrigava uma fábrica de cosméticos. Trata-se de quatro prédios num terreno de extensão regular e conta com 6 salas de aula, um refeitório juntamente com a cozinha e a despensa, dois banheiros para os alunos (meninos e meninas) e mais dois banheiros para os funcionários e outro para os professores, Sala de Recursos Multifuncionais, Sala de Informática, Sala de Vídeo, Secretaria, Diretoria, além de espaços no terraço de um dos prédios onde funcionam a Sala de Leitura e o Salão de Reuniões.
     Quanto aos pais e responsáveis observamos: limitada expectativa com relação à escola e à vida; apesar da presença na escola, falta de participação ativa na vida escolar dos filhos; falta de acompanhamento do desempenho escolar dos filhos; necessidade de compreensão da proposta da escola. A Escola Municipal **foi oficialmente criada pela Lei Nº 1588, de 20 de setembro de 2001 em homenagem à Professora conhecida como Wanda Gomes, que nasceu em 20 de novembro de 1946 em Duque de Caxias. Em 1977 ingressou na Rede Municipal de Ensino e, como professora de 1ª a 4ª série, lecionou nas escolas Santo Izidro, Barão do Amapá, Vila Operária e Zila Zunger e México, onde foi diretora até que passou a trabalhar na Equipe de Educação Infanto-Juvenil da Secretaria Municipal de Educação. Vítima de câncer faleceu no dia 16 de fevereiro de 2001, um dia após receber licença médica (BIM). Foi nomeada para o cargo de Diretor a Professora **(Portaria n°**). A escola atende ao Primeiro Segmento do Ensino Fundamental, sendo o ingresso dos alunos regido pelas orientações da Portaria de Matrícula da Secretaria Municipal de Educação, em suas publicações anuais, de acordo com a legislação em vigor.
   Ao chegar à escola, fui recebida pela diretora, que me acompanhou até a sala onde realizaria minha prática de aluna/aprendiz. A professora foi gentil e me recebeu com os alunos que demonstraram animação com a chegada de uma nova pessoa para conviver com eles nos momentos das aulas. Durante as duas primeiras semanas, me dediquei a observar todos os espaços dentro da escola, às aulas que a professora ministrava suas práticas e a maneira de como se daria todo esse processo de estar na Escola Municipal **como aluna aprendiz e colaboradora.
Passado este primeiro momento de conhecimento do lugar e as práticas ali estabelecidas, tive a oportunidade de participar das atividades como colaboradora e estimulando os alunos a aprender de forma divertida nos momentos de interação com colegas, professora e demais atores deste processo de desenvolvimento cognitivo, afetivo, social e intelectual. Pois, a principal tarefa do professor é, portanto, interferir no que Vigotski chamou de Zona de Desenvolvimento Proximal. “A Zona de Desenvolvimento Proximal é a distância entre aquilo que o ser humano consegue fazer sozinho e o que ele consegue desenvolver com a mediação do outro.” Silva (2007, p. 13). Após um mês com a turma, me encontrava mais familiarizada com a rotina dela e o funcionamento da escola atuando de modo que contribuísse para a boa convivência, auxiliando nas tarefas atribuídas à prática docente.
O prédio do estabelecimento de ensino possui uma estrutura de alvenaria em bom estado de conservação, onde algumas salas possuem telhado de amianto e outras de laje pré-moldada.
Durante as aulas que aconteceram em dois turnos: sendo o 1º turno a partir das 7h.30 min. às 11h.30, e o 2º turno a partir das 13h. até às 17h.
Ao chegarem à escola os alunos são divididos em suas respectivas turmas, após formam filas no pátio e depois, seguem até as salas de aula.
Nos momentos de aprendizagens e atividades que participei, observei que era oferecida aos alunos a chance de aprender de maneira lúdica, planejada e com o atento cuidado da professora que demonstrou domínio de turma, ficando evidente sentir-se segura com a sua prática e formação para realizar um trabalho que ofereça aos alunos meios de desenvolver suas aptidões e talentos.
A direção administra a escola com a equipe pedagógica e tem o apoio dos pais e responsáveis realizando um trabalho em conjunto que proporciona aos alunos momentos de aprendizagem e de crescimento que são fundamentais para uma prática de ensino transformadora no sentido de formação do cidadão consciente, informado e participativo na vida em sociedade.



CONCLUSÃO


A partir da observação, participação e colaboração efetiva durante as 92 horas em que estagiei na classe do 1º Ano na Escola Municipal**, situada em Jardim Primavera, bairro do 2º Distrito de Duque de Caxias, durante as tardes entre abril e junho de 2014, presenciei oportunidades e vivências que são discutidas e demonstradas na academia, como experiências fundamentais para os professores aprendizes no percurso de sua formação, que enriquecem nossa “experiência” diante do desafio de estar à frente de uma turma, ou já estar atuando como professor. Fato que não nos afasta das dúvidas e anseios diante dos diversos problemas enfrentados pela educação brasileira e os indivíduos responsáveis por levar adiante “planos”, ”metas”, ”índices”, que não realizam ações necessárias há muito tempo.
Essas ações que acredito fundamentais para a melhoria da educação pública, bem como, um novo significado de escola, realmente democrática e justa e que faça sentido nesta sociedade de instabilidades e incertezas, onde acredito ser necessária e evidente a escola como local de formação integral para a vida e para o mundo do trabalho, bem como, local privilegiado de trocas de conhecimentos e experiências, tende funcionar de modo mais igualitário e fazendo sentido para a vida de seus atores.
Afinal, “o estágio pode ser a oportunidade de começarmos a pesquisar nossa prática docente e os espaços onde esta acontece.” Pimenta e Lima ( 2004. p.227.)
Nos momentos de convivência no interior da escola e fora também, pude refletir sobre minha ação docente-aprendiz, onde concluí que são necessários o estudo e desenvolvimento de diversas aptidões e inteligências mais as questões materiais de recursos suficientes para que uma equipe possa desenvolver uma prática que proporcione as crianças o desenvolvimento integral e humanista. Neste, sentido, concordo que há uma necessidade de produzirem-se novas práticas menos engessadas e mais funcionais que auxiliem os profissionais da educação que enfrentam um momento de muitos anseios e dúvidas a respeito de seu papel diante de uma sociedade de incertezas e desafios. Proporcionando também uma maior interação com as famílias que em geral, encontram-se afastas da realidade escolar de modo que auxilie no aprendizado bem com na motivação de seus filhos pela aprendizagem. São desafios que estão em todas as esferas de ensino do país e que exigem a reflexão teoria-prática além de ações concretas e alcançáveis para realizarmos as metas propostas pelo recente e aprovado PNE, LEI Nº 13.005, de 25 de junho de 2005. A escola que realizei o estágio pertence à rede municipal pública de ensino.
Nos momentos de minha caminhada, de aprendizagens e na construção de sentidos para as dúvidas e questionamentos que surgiram, estive atenta e pude participar dos diferentes momentos de interação entre os alunos.
Percebi que os alunos da turma em que realizava o estágio eram estimulados a aprender e descobrir através de oportunidades criadas pela professora. Outro aspecto importante observado foi o modo de avaliação adotado pela escola, que me chamou a atenção, devido ao cuidado e interesse por resultados positivos por parte de toda a equipe e família envolvidas no processo educacional com o direcionamento e gestão da Diretora da instituição.
A escola tem o dever de respeitar o tempo de aprendizagem de cada criança, ela deve utilizar diversos meios, para que possa lhe transmitir o conhecimento.
A instituição deve compreender aceitar e trabalhar, com os diferentes tipos de cultura que chegam até ela, cada criança possui sua própria bagagem.
Neste estágio tive a oportunidade de estar, efetivamente, frente à sala de aula e analisar como é a rotina de uma professora da educação básica.
Pensando criticamente, os estágios supervisionados de licenciaturas deveriam ter uma carga horária bem maior do que é atualmente. A arte de educar certamente é a mais nobre de todas. O professor deve estar sempre atento à sua formação, pois, o mundo está em constante transformação. Paulo Freire apud Weiduschat (2007, p. 51), diz que: “Esta atividade exige que sua preparação, sua capacitação, sua formação se tornem processos permanentes”.
Ao termino do estágio, fiz uma reflexão de tudo que vivenciei na sala de aula e em toda a convivência na escola e percebi que há um forte comprometimento por parte de todos do corpo docente, bem como da direção, em realizar uma prática que propicie o desenvolvimento de cidadãos críticos e atuantes em sociedade, rompendo com o ciclo de baixa escolaridade e segregação no mercado informal de trabalho, e assim, alcançando a emancipação junto à vida em sociedade.


REFERÊNCIAS

SILVA, Daniela Regina da. Psicologia Geral e do Desenvolvimento. Associação Educacional Leonardo da Vinci (ASSELVI). – Indaial: Ed. ASSELVI, 2005.

KULCSAR, Rosa. O estágio supervisionado como atividade integradora. IN:
FAZENDA, Ivani Catarina Arantes [et all]; PICONEZ, Stela C. Bertholo (Coord.). A
prática de ensino e o estágio supervisionado. Campinas-SP: Papirus, 19991.

LIMA, Maria Socorro Lucena; PIMENTA, Selma Garrido. Estágio e Docência. São Paulo: Cortez Editora, 2004. p. 227.

PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO-PPP- ESCOLA MUNICIPAL**, Rio de Janeiro, 2013.



*APÊNDICES NAS PRÓXIMAS PÁGINAS

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