terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Nota dos profissionais da Educação Municipal de Duque de Caxias RJ. Colaboração: Debora Rodrigues

MANIFESTO CONTRA O DESMONTE DA EDUCAÇÃO MUNICIPAL DE CAXIAS

A Rede Municipal de Educação de Duque de Caxias vem sofrendo sérios ataques deste governo. A não convocação de Concurso Público e a política de contratações desencadearam mudanças profundas, comprometendo a qualidade do ensino para os filhos dos trabalhadores deste município. Em agosto, sob o argumento de estar “cumprindo ordens do Prefeito”, a SME aglutinou turmas no meio do ano, não respeitando o trabalho pedagógico que já vinha sendo realizado, superlotando turmas e ao final do ano “tentou” reduzir o quadro de profissionais das escolas através de uma portaria que diminuía e retirava orientadores educacionais das escolas bem como as aulas de informática educativa e ensino religioso. A resistência de muitos profissionais que realizaram atos na porta da SME com a comunidade e o SEPE, assim como as cobranças constantes do sindicato, fizeram com que naquele momento essa portaria fosse revogada. Mesmo assim, os profissionais da Sala de Leitura tiveram sua carga horária para planejamento reduzida e aumentou-se o número de turmas a ser atendida.

Em janeiro, durante o período de férias dos profissionais, a SME volta a atacar as conquistas históricas de anos de lutas dessa categoria por uma Educação de qualidade. As aulas de informática educativa e ensino religioso foram suprimidas de várias escolas e muitas perderam até os dirigentes de turno, uma função essencial para o pleno funcionamento das escolas. Outras perderam os professores responsáveis pelas bibliotecas, espaços que correm o risco, desse modo, de se tornarem meros depósitos de livros. Muitos profissionais da educação, em plenas férias, tiveram que ser relotados em outras unidades escolares por terem se tornado excedentes em suas próprias escolas de origem. Não sabemos se o lotacionograma foi alterado e quando questionamos a SME, a resposta foi que estão "trabalhando um para cada escola". Ou seja, fica a critério da SME escolher quantos e de que forma serão organizadas cada escolas, sem uma determinação padrão que oriente toda a Rede e garanta a igualdade e o equilíbrio na garantia da distribuição dos profissionais na mesma.
Na SME, ninguém se opõe às ordens do Prefeito. A secretária parece cumprir função meramente cerimonial e as subsecretárias seguem à risca as determinações do chefe da administração municipal - inclusive indo às escolas ameaçar professor - que tem como único objetivo economizar recursos com a educação, que é o setor de maior verba vinculada, e continuar abrindo caminho para mais contratos. Hoje a SME sofre ações diretas do prefeito, não tendo autonomia em sua atuação político administrativa. As questões pedagógicas construídas e acumuladas durante muitos anos, estão sendo postas de lado, desconsideradas e desvalorizadas, como se nenhuma importância tivessem no processo ensino aprendizagem.
Para completar o quadro desastroso de mais um início de ano letivo, as UEs iniciaram as aulas mais uma vez sem material didático e com salas de aulas pequenas, apertadas e com temperaturas insuportáveis. As licenças para estudos - conquistas de nossas lutas - estão congeladas, segundo a SME, também por ordem do prefeito. Não houve licitação pública para o fornecimento da alimentação escolar 2014, onde parece que a Prefeitura continuará terceirizando todos os serviços e, o que é pior, agora com duas empresas. O Secretário de Fazenda, durante audiência pública sobre a contração de funcionários da Secretaria de Saúde, anunciou que haverá reformulações do Plano de Carreira dos Servidores desta prefeitura, e é claro, para melhor não deve ser!
A nossa rede não pode assistir a esse ataque ao projeto de escola pública que acreditamos. Defendemos nossas conquistas históricas e não as deixaremos irem para o "ralo" em um único ano de governo, que vem demonstrando não ter compromisso nenhum com a educação pública da cidade e nem com a sua própria palavra.
Não nos resta outro caminho a não ser ir à luta e às ruas, denunciar para todos o absurdo que está sendo feito com a educação pública municipal de Caxias. Teremos em 2014 muita luta pela frente, em defesa da escola pública de qualidade, pela manutenção dos nossos direitos e por novos avanços.

PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO DA REDE MUNICIPAL DE DUQUE DE CAXIAS - Fevereiro de 2014


Fonte: Facebook
Acesso em 25/02/2014 às 20h16min.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Relatório de Estágio Supervisionado I Docência na Educação Infantil - UERJ 2013.2



Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
Faculdade de Educação da Baixada Fluminense.




Curso:
Pedagogia.
Licenciatura nas Series Iniciais
 do Ensino Fundamental
e Educação Infantil.



Disciplina:
Estágio I.




Professora:





Aluna:
Dayse Alves.




Tema:
Relatório de estágio I.



Duque de Caxias, 23 de janeiro de 2014.


SUMÁRIO

1.      INTRODUÇÃO...............................................................................................3

2.      DESENVOLVIMENTO.................................................................................4

3.      CONCLUSÃO.................................................................................................7

4.      APÊNDICE (PROJETO DE INTERVENÇÃO)...........................................9
5.      REFERÊNCIAS............................................................................................18


INTRODUÇÃO




O presente trabalho tratará de demonstrar através de minha vivência e pesquisa, a experiência de estagiar no Centro Educacional Paula de Queiroz, situada em Campos Elíseos, bairro do 2º Distrito de Duque de Caxias, na turma do maternal, durante as tardes entre outubro e dezembro de 2013.
Apresentarei também, como exigência da Disciplina Estágio Supervisionado I a descrição e conclusões, bem como, os resultados alcançados com a execução de meu projeto de intervenção “Comer bem, viver bem”, que se caracteriza pela educação alimentar como fundamento para intervir como prevenção de doenças causadas pela carência de ingerirem-se alimentos adequados para cada faixa etária, o que se afirma ser uma das causas de diferentes doenças e distúrbios alimentares, que resulta no desenvolvimento insatisfatório da criança, apatia e desmotivação pelo aprendizado, atividades e estímulos.
Dessa forma, relatarei através de 3(três) capítulos que dividem-se em Introdução, desenvolvimento e Conclusão, a experiência de estagiar e participar de diferentes momentos de interação da escola com as famílias e a comunidade do entorno de onde está situada o Centro Educacional Paula de Queiroz



DESENVOLVIMENTO


 Segundo Silva, 2007, p. 35. “A primeira concepção que deve nortear o papel do professor é: ‘aprender e ensinar’ e ‘ensinar e aprender’. Ambas constituem um processo dinâmico, onde um não existe sem o outro. Ensinar pressupõe um aprendizado.” Desse modo, entendo que o estágio é o momento de sairmos da teoria e, na prática observar e participarmos de todo o processo de ensino aprendizagem que se dá no ambiente escolar, os desafios e imprevistos que surgem e podem servir para ponto de partida para novas descobertas e aprendizagens.
O Centro Educacional Paula de Queiroz, situado na Rua Paraíba, lote: 19 Quadra: 2 em Campos Elíseos no 2º Distrito de Duque de Caxias, iniciou seu funcionamento no ano de 2002, e chamava-se na época Jardim Escola Primeira Turminha onde já realizava um trabalho fundamental para as famílias da comunidade que não possuíam condições financeiras para custear um escola de valor elevado aos seus filhos, dessa maneira, a escola foi ficando conhecida e reconhecida como um escola de qualidade e que os pais poderiam pagar, oferecendo assim, um alternativa de educação de qualidade na região que não possui creches ou escolas públicas que atendam a esse público específico da Educação Infantil, salvo uma única creche pública no bairro que atende crianças com quadro de baixo peso e  o risco nutricional.
Ao chegar à escola, fui recebida pela diretora, que me acompanhou até a sala onde realizaria minha prática de aluna/aprendiz. A professora foi gentil e me recebeu com as crianças que demonstraram animação com a chegada de uma nova pessoa para conviver com eles nos momentos das aulas. Durante as duas primeiras semanas, me dediquei a observar todos os espaços dentro da escola, às aulas que a professora ministrava suas práticas e a maneira de como se daria todo esse processo de estar no Centro Educacional Paula de Queiroz como aluna aprendiz e colaboradora.
Passado este primeiro momento de conhecimento do lugar e as práticas ali estabelecidas, tive a oportunidade de participar das atividades como colaboradora e estimulando os pequenos a aprender de forma divertida nos momentos de interação com colegas, educadora e demais atores deste processo de desenvolvimento cognitivo, afetivo, social e intelectual. Pois, a principal tarefa do professor é, portanto, interferir no que Vigotski chamou de Zona de Desenvolvimento Proximal. “A Zona de Desenvolvimento Proximal é a distância entre aquilo que o ser humano consegue fazer sozinho e o que ele consegue desenvolver com a mediação do outro.” Silva (2007, p. 13). Após um mês com a turma percebi a necessidade de um trabalho que se preocupasse com a questão nutricional das crianças e levasse em consideração o fato de as crianças atualmente estarem consumindo de maneira incorreta produtos industrializados que, apesar de saborosos, não possuem valor nutritivo que atenda as necessidades principalmente das crianças menores, o que pode causar em longo prazo problemas no desenvolvimento delas bem como, distúrbios alimentares.
O prédio do estabelecimento de ensino possui uma estrutura de alvenaria em bom estado de conservação, de laje e com a previsão da construção de uma quadra esportiva na parte superior do prédio, toda a escola conta com pisos de cerâmica no tom branco em todo o pátio, banheiros e com estampas cinza nas salas, secretaria e cantina.
A escola possui 4 salas com a previsão e espaço disponível para o  aumento do número das mesmas. A parte externa é parcialmente coberta e possui brinquedos adequados ao tamanho e faixa etária dos alunos. Nas salas foi percebido que contam com móveis que atendem a essa exigência. A escola conta ainda com 3 banheiros com vasos sanitários para crianças menores e 2 no tamanho natural, possui também um espaço para as crianças descansarem após o almoço que é servido às 10h30 da manhã para as crianças que ficam no horário integral, uma cadeira de amamentação, sala dos professores, secretaria e uma cantina na parte de traz do imóvel onde fica o solário. Ao lado dos banheiros, na parte externa do pátio, está um lavatório com extensão para 6 (seis) torneiras que são utilizadas pelas crianças nos momentos de higiene bucal e das mãos.
Durante as aulas que aconteceram somente no turno da tarde, o início se davam às 13h, as crianças chegavam à escola e, com o auxílio da ajudante, eram guardados os lanches que necessitavam de refrigeração enquanto elas ficavam em fila e depois, seguirem até as salas de aula.
Dentro da sala do maternal, haviam 8(oito) alunos, havia 4(quatro) mesas com 4(cadeiras) de acordo com o tamanho das crianças, a sala é ampla com duas janelas, um espaço com brinquedos, uma espaço com livros que frequentemente eram lidos para os alunos, atividade que depois de alguns dias de reconhecimento do espaço, suas regras e rotina, tive a oportunidade de realizar com os alunos e percebi o quanto mesmos tão pequenos, já demonstravam atenção e curiosidade para ouvir as histórias que lia para eles. Desse modo, concordo que “É importante criar -e garantir- na rotina em que as crianças e sua professora ou adulto responsável pelo grupo leiam e escrevam, explorando as relações entre a utilização da linguagem escrita com a organização do mundo em que vivem.” Junqueira Filho (2001, p.142). Nos momentos de estimulação e atividades que participei, observei que era oferecida aos alunos a chance de aprender de maneira lúdica, planejada e com o atento cuidado da educadora que nesta fase de ensino precisa sentir-se segura com a sua prática e formação para realizar um trabalho que ofereça aos alunos meios de desenvolver suas aptidões e talentos.
No ano de 2013, o Centro Educacional Paula de Queiroz, contava com uma quadro de 30(trinta) alunos matriculados, 2(duas) professoras com Curso Normal, uma auxiliar com Ensino Técnico e a diretora que é também a proprietária do estabelecimento. Pedagoga formada pela UNISUAM, essa educadora, administra a escola com a equipe pedagógica e tem o apoio dos pais e responsáveis realizando um trabalho em conjunto que proporciona as crianças momentos de aprendizagem e de crescimento que são fundamentais para uma prática de ensino transformadora no sentido de formação do cidadão consciente, informado e participativo na vida em sociedade.


                                             ATIVIDADES DESENVOLVIDAS


·         Pinturas com tinta guache.
·         Pintura com canudos.
·         Pintura com giz de cera
·          Contos infantis.
·         Atividades de recortes e cola..
·         Atividades de reconhecimento do corpo humano através de músicas;
·         Atividades com bolas coloridas.
·         Teatro: “Patati Patatá”.
·         O dia de brincar.
·         Atividades com argila.
·         Exposição de projetos e trabalhos realizados em sala de aula.
·         Aplicação do projeto de intervenção: “Comer bem, viver bem”. Este projeto obteve resultados muito significativos, pois eles compreenderam a importância da alimentação para manter a nossa saúde.  



CONCLUSÃO


A partir da observação, participação e colaboração efetiva durante as 132 horas em que estagiei na classe do maternal no Centro Educacional Paula de Queiroz, no bairro de Campos Elíseos, no segundo distrito de Duque de Caxias, presenciei oportunidades e vivências que são discutidas e demonstradas na academia, como experiências fundamentais para os professores aprendizes no percurso de sua formação, que enriquecem nossa “experiência” diante do desafio de estar à frente de uma turma, ou já estar atuando como professor. Fato que não nos afasta das dúvidas e anseios diante dos diversos problemas enfrentados pela educação brasileira e os indivíduos responsáveis por levar adiante “planos”, ”metas”, ”índices”, que não realizam ações necessárias há muito tempo.
Essas ações que acredito fundamentais para a melhoria da educação pública, bem como, um novo significado de escola, realmente democrática e justa e que faça sentido nesta sociedade de instabilidades e incertezas, onde acredito ser necessária e evidente a escola como local de formação integral para a vida e para o mundo do trabalho, bem como, local privilegiado de trocas de conhecimentos e experiências, tende funcionar de modo mais igualitário e fazendo sentido para a vida de seus atores.
Afinal, “o estágio pode ser a oportunidade de começarmos a pesquisar nossa prática docente e os espaços onde esta acontece.” Pimenta e Lima ( 2004. p.227.)
Nos momentos de convivência no interior da escola e fora também, pude refletir sobre minha ação docente-aprendiz, onde concluí que são necessários o estudo e desenvolvimento de diversas aptidões e inteligências mais as questões materiais de recursos suficientes para que uma equipe possa desenvolver uma prática que proporcione as crianças o desenvolvimento integral e humanista. Neste, sentido, concordo que há uma necessidade de produzirem-se novas práticas menos engessadas e mais funcionais que auxiliem os profissionais da educação que enfrentam um momento de muitos anseios e dúvidas a respeito de seu papel diante de uma sociedade de incertezas e desafios.
A escola que realizei o estágio pertence à rede particular de ensino, fato justificado por possuir vínculo empregatício com a instituição sem fins lucrativos Casa de Fraternidade Francisco de Assis, também situada no segundo distrito de Duque de Caxias.
Nos momentos de minha caminhada, de aprendizagens e na construção de sentidos para as dúvidas e questionamentos que surgiram, estive atenta e pude participar dos diferentes momentos de interação entre os alunos, na reunião de pais, no conselho de classe, e na festa de encerramento do ano letivo de 2013.
Percebi que as crianças da turma em que realizava o estágio eram estimuladas a aprender e descobrir através de oportunidades criadas pela educadora e sua auxiliar, mas, percebi também que aquelas crianças, não apresentavam hábitos alimentares adequados para a faixa etária em que se encontravam o que me fez elaborar o Projeto de Intervenção “Comer bem, viver bem”, que comentei no capítulo anterior no desenvolvimento deste relatório.
Outro aspecto importante observado foi o modo de avaliação adotado pela escola, que me chamou a atenção, devido ao cuidado e interesse por resultados positivos por parte de toda a equipe e família envolvidas no processo educacional com o direcionamento e gestão da Diretora da instituição.
A escola tem o dever de respeitar o tempo de aprendizagem de cada criança, ela deve utilizar diversos meios, para que possa lhe transmitir o conhecimento.
A instituição deve compreender aceitar e trabalhar, com os diferentes tipos de cultura que chegam até ela, cada criança possui sua própria bagagem.
O ensino na educação infantil não deve ser articulado para agradar os pais que procurem resultados, ele deve ser algo lúdico, fazendo com que a criança deseje vir a escola, gostem de estar neste ambiente, e que ao chegar em sua casa ela comente entre seus pais como foi divertido seu dia.
A educação infantil é o primeiro contato entre a criança e escola e devido a isso ela deve ser muito bem articulada, pois determinada atitude incorreta, pode gerar um trauma, e uma grande recusa desta criança com a escola.
Neste estágio tive a oportunidade de estar, efetivamente, frente à sala de aula e analisar como é a rotina de um professor de educação infantil.
Pensando criticamente, os estágios supervisionados de licenciaturas deveriam ter uma carga horária bem maior do que é atualmente. A arte de educar certamente é a mais nobre de todas. O professor deve estar sempre atento à sua formação, pois, o mundo está em constante transformação. Paulo Freire apud Weiduschat (2007, p. 51), diz que: “Esta atividade exige que sua preparação, sua capacitação, sua formação se tornem processos permanentes”.
Ao termino do estágio, fiz uma reflexão de tudo que vivenciei na sala de aula, percebi que criança gosta mesmo é de “coisas de crianças”, brincar, correr, se sujar, pintar, gritar e etc. E cabe a nós professores realizar esta mediação para que a educação infantil seja “divertida” para essas crianças.  

           

 

                     UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
                     FACULDADE DE EDUCAÇÃO DA BAIXADA FLUMINENSE
                    Professora: 
                    Disciplina: Estágio I
                    Discente: Dayse Alves

Projeto de Intervenção

Título: “Comer bem, viver bem!”

Justificativa

Sendo a escola um espaço educativo e formador, que vai além de alfabetizar e repassar informações ela também tem como objetivo formar cidadãos capazes de conviver nesta sociedade repleta de novas tecnologias e o incentivo ao consumo exagerado. Então, uma das metas a serem atingidas pela escola é a formação de valores e hábitos e entre eles está à consolidação dos hábitos de alimentação a qual deveria já vir formada pela família e que muitas vezes isto não acontece. Cabendo a escola, introduzir e firmar estes hábitos sendo que, para isto é preciso começar pela própria alimentação oferecida aos alunos no horário do lanche, a qual deve permitir a ele o contato com uma alimentação diversificada e saudável. O professor deve manter o aluno em contato com informações, de preferência lúdica, sobre alimentos, também orientar os alunos sobre o exagero que a mídia transmite através de propagandas, desenhos e programas de televisão para aumentar o consumo de muitos alimentos que não são saudáveis e podem prejudicar a saúde.

Público alvo: Alunos da classe do maternal no Centro Educacional Paula de Queiroz, localizada no bairro de Campos Elíseos no 2º distrito de Duque de Caxias, RJ -Brasil.
Duração: 7(sete) dias.
Objetivos:
Geral
: Promover o consumo de alimentos saudáveis e a consciência de sua contribuição para a promoção da saúde de uma forma atraente, lúdica e educativa.

Específicos:
* Pesquisar e registrar sobre a alimentação da família;
* Buscar informações em diferentes fontes de forma a verificar e comprovar hipóteses feitas sobre o assunto;
* Identificar semelhanças e diferenças entre os hábitos alimentares dos alunos;
* Refletir sobre as sua ações diárias em relação a sua saúde, o que engloba cuidado e preservação com o meio ambiente e com a higiene;
* Valorizar atitudes relacionadas à saúde e ao bem estar individual e coletivo;
* Valorizar o momento reservado à alimentação.
* Identificar as preferências alimentar dos alunos;
* Identificar cores, textura e os diferentes sabores dos alimentos.
*Identificar as cores;
*Desenvolver a psicomotricidade;
*Desenvolver a criatividade;
*Desenvolver o raciocínio lógico e conhecimento matemático, aliando-o à sua vida diária;
*Estimular o desenvolvimento da linguagem oral;
*Estimular o gosto e o hábito pela leitura e escrita;
*Memorizar e aprender através do lúdico;
*Desenvolver a expressão artística;
Proposta de ação/Procedimentos metodológicos: Demonstrar aos alunos a importância de uma alimentação balanceada através de brincadeiras, jogos construtivos, vídeos de músicas e a leitura de livros e textos sobre o assunto, estando atenta a faixa etária dos alunos, de modo que eles possam perceber e adquirir hábitos alimentares que sejam mais indicados para um desenvolvimento adequado e saudável.

CULINÁRIA:

* Salada de frutas;
* Sucos;
* Receitas saudáveis.

Cronograma:

1º dia: Assunto – Frutas e Legumes   Duração: 2 horas

- Solicitar que cada aluno traga de casa uma fruta, rótulos de alimentos que eles consomem cotidianamente e conversar sobre as preferências alimentares através dos exemplos que os alunos trarão para a sala de aula;

- Ouvir a música: Pomar-Palavra Cantada;

Roda de conversa sobre a importância do consumo regular de frutas e legumes;

Pintura à dedo de frutas e legumes;

Trabalhando Matemática com Contagem de frutas, cores, tamanho;

2º dia:    Duração: 2 horas

Leitura do livro A Cesta de Dona Maricota-Tatiana Belinky;

-Continuar falando sobre as frutas e legumes;

-Confeccionar gráfico com as frutas e legumes preferidos;

Brincar com massa de modelar confeccionando frutas e legumes;

Salada de frutas para degustação.

 

3º dia:-Assunto: Verduras e hortaliças   Duração: 2 horas

Leitura de texto informativo sobre as hortaliças e verduras;

Escrever no quadro o nome de algumas hortaliças e verduras e fazer a leitura;

Jogo da memória utilizando figuras das verduras e hortaliças;.

4° dia:- Assunto: Higiene com os alimentos   Duração: 2 horas

Roda de conversa sobre a higiene dos alimentos;

Junto com os alunos lavar os alimentos e mostrar os cuidados que devemos ter com os alimentos;

Lavar antes de comê-los, comer alimentos naturais e saudáveis;

Confecção de cartaz referente à higiene dos alimentos.

5° dia: Assunto: Rótulos   Duração: 2 horas

Ouvir a música- Fome –Palavra Cantada

Trabalhar com os alunos rótulos de embalagens de alimentos saudáveis e não saudáveis

Utilizar as embalagens trazidas pelos alunos e montar um cartaz com o nome de cada alimento;

Leitura com a turma das palavras contidas no mural;


Desenho livre.
6° dia – Assunto: Alimentos não – saudáveis   Duração: 2 horas

Leitura do livro O Bebê- Um,dois,feijão com arroz -Ziraldo

Mostrar através das gravuras  do mural que alguns alimentos devem ser consumidos com moderação;

Exemplos de alimentos que devem ser consumidos com moderação: pirulito, chiclete, balas, doces, refrigerantes, entre outros.

Construir frases oralmente e se possível escrever relacionadas a esse tipo de alimento;


Confeccionar um lanche nutritivo com Biscoito+ pasta de cenoura e ovos e suco de abacaxi;

7° dia- Assunto: Alimentação Saudável      Duração: 2 horas

Demonstrar e discutir com a turma tudo que foi trabalhado durante as aulas através da apresentação de teatro de fantoches;

Cantar música referente ao momento do lanche;

Lanche Gostoso;

Os alunos deverão fazer um lanche nutritivo e saboroso e fazer um grande piquenique coletivo;

Colorir desenhos.


Avaliação
A partir da observação dos alunos no desenvolvimento do projeto, a participação nas atividades propostas, bem como, a motivação e interação com os colegas, professora e auxiliares.

 REFERÊNCIAS:

BELINK, Tatiana. A cesta da dona Maricota. São Paulo: Paulinas, 2005.
ZIRALDO, Um, dois, feijão com arroz. Rio de Janeiro, 1996.

Revista Cozinha Prática. Publicação editada pela parceria Instituto do Coração e Edições Cozinha Saudável.

*ANEXOS NAS PÁGINAS :



Texto informativo sobre verduras e hortaliças

Você sabia que os legumes e verduras são importantes para a sua saúde?”
É isso mesmo! Nada de fazer cara feia quando a sua mãe vier com um prato de salada para você comer. Na verdade, ela quer que você cresça forte e saudável, por isso, é importante você comer tudinho, combinado?
Os legumes e verduras são fundamentais para você, pois fornecem vitaminas, sais minerais, fibras e energia para você poder brincar bastante. Você deve comer, pelo menos, três porções de legumes ou verduras por dia. Algumas alternativas para deixar esses alimentos ainda mais saborosos são comê-los em sopas ou torta.

 REFERÊNCIAS


SILVA, Daniela Regina da. Psicologia Geral e do Desenvolvimento. Associação Educacional Leonardo da Vinci (ASSELVI). – Indaial: Ed. ASSELVI, 2006.

WEIDUSCHAT, Íris. Didática e avaliação. Associação Educacional Leonardo da Vinci
(ASSELVI): Indaial: Ed. ASSELVI, 2007, 2. ed.

CRAIDY, Maria e KAERCHER, Gladis. Educação Infantil: pra que te quero. Porto Alegre: Artmed Editora, 2001. p. 143.

LIMA, Maria Socorro Lucena; PIMENTA, Selma Garrido. Estágio e Docência. São Paulo: Cortez Editora, 2004. p. 227.



sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Educação em Jardim Primavera,Duque de Caxias,RJ.

Iniciei este blog imaginando escrever coisas positivas sobre a Educação...mas em tempos atuais, não há como deixar de lado as mazelas e problemas que enfrentamos também aqui, na Baixada Fluminense, em Jardim Primavera, bairro que acabou recebendo este nome devido a instalação da rede de trens como em muitos lugares por aqui.
As aulas na rede pública que hoje conta com quase 28 escolas estaduais e municipais e duas creches, iniciadas no dia 3 deste mês de fevereiro do ano de 2014, já contabilizam mais de 50% sem efetivamente "ter aula", e por quê?
São diversos os motivos e explicações,quando a direção destas instituições resolvem informar aos responsáveis os motivos para não haver aula. Então, escuto explicações do tipo: não há água na escola, falta de funcionários(professores,serviços gerias,secretárias etc), baixa frequência de alunos, falta de material, falta de comida, falta de luz, e por aí vai...
Neste contexto, é triste minha conclusão, mas nossas crianças e jovens continuam não tendo acesso aos direitos básicos garantidos por lei e crescem em meio à problemas e realidades que não irão beneficia-las em sua caminhada de desenvolvimento para a vida adulta. Desse modo, considero também, fundamental que todos os que ainda acreditam na Educação continuem agindo para proporcionar a chance de novas oportunidades para essas crianças e jovens de irem contra à todas essas forças que agem subjetivamente limitando possibilidades de avanços e conquistas fundamentais durante nossa caminhada.
A prefeitura de nossa cidade fica bem próximo destas realidades aqui descritas, mas é como se fossem invisíveis aos olhos do poder público.
Lutar sempre, pois, são estas lutas que trarão melhores dias para nossas crianças e jovens o futuro dessa pátria amada Brasil!

Paz e Bem!



*Fotos de algumas escolas da Região...
Fonte:
https://www.facebook.com/ceagrahambell?fref=ts
http://www.caxiasdigital.com.br/blog/a-sme-de-duque-de-caxias-esta-efetuando-matriculas-de-alunos-e-candidatos-para-2011/
://www.facebook.com/colegioestadualheliorangel?directed_target_id=0&filter=3

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Sequência Didática - Língua Portuguesa

No trabalho a seguir, demonstrarei exemplos de como podemos trabalhar nas séries iniciais do ensino fundamental, com o auxílio do recurso de Sequências Didáticas. 
No link a seguir, estão as dicas e princípios que devemos seguir ao utilizar esse método nas séries inciais do ensino fundamental que pode também servir para outras disciplinas além da Língua Portuguesa.
http://escrevendo.cenpec.org.br/index.php?view=article&catid=23%3Acolecao&id=212%3Asequencia-didatica-e-ensino-de-generos-textuais&option=com_content&Itemid=33

Desse modo, o trabalho com seqüências didáticas permite a elaboração de contextos de produção de forma precisa, por meio de atividades e exercícios múltiplos e variados com a finalidade de oferecer aos alunos noções, técnicas e instrumentos que desenvolvam suas capacidades de expressão oral e escrita em diversas situações de comunicação, (Dolz, 2004).

Apresentando gêneros textuais      Série: 2º ano

Objetivos:
Ampliar o conhecimento sobre a variedade de gêneros textuais. 
- Observar, registrar e comunicar algumas semelhanças e diferenças entre os gêneros textuais. 
- Avançar no conhecimento sobre o funcionamento do sistema de escrita e na aquisição da leitura e da escrita convencional. 
- Ler para localizar características dos gêneros textuais;
- Desenvolver o hábito de ler e escrever durante o processo de produção textual. 

Conteúdos:

Prática de leitura e escrita;
Contos de fadas;

Série: 2º ano

Tempo estimado: 5 aulas com 2 horas de duração para cada gênero;

Material necessário:
Livros de contos de fadas, folhas xerocadas,lápis, borracha, tesoura, cola, barbante, pregadores e papel cartão colorido.

Livros: Chapeuzinho Vermelho, O Patinho Feio, Gato de Botas, Cinderela e Os Três Porquinhos;

1ª Aula:  Prática de leitura

Esta aula inicial, tem por objetivo perceber o que já sabem os alunos sobre os gêneros textuais e ampliar o conhecimento em relação ao gênero em estudo;
O professor deve levantar questionamentos sobre o gênero estudado e buscar saber quais as histórias os alunos já conhecem e mais gostam.
A sala deve ser organizada de modo que, os alunos fiquem em círculo ou meio círculo, proporcionando assim, um ambiente agradável com a oportunidade de leitura e a participação ativa da turma observando figuras no livro durante a  da história.
Assim, acredito que o contador de histórias deve ser dinâmico e utilizar diversas estratégias para contação de histórias.

2ª Aula: Língua oral

Após a leitura de diferentes contos pela turma, deve-se promover uma roda de conversa onde os alunos possam se expressar em relação às histórias; o professor deve apresentar uma breve biografia sobre os principais autores( Hans Christian Andersen, Irmão Grimm, etc) e permitir que a turma faça perguntas sobre eles. Por último, não menos importante, deve-se promover uma discussão sobre as características do gênero, a fim de que os alunos cheguem a algumas conclusões como:
Após a leitura de diversos CONTOS pela turma, deve-se promover uma roda de conversa onde os alunos possam se expressar em relação às histórias;o professor deve apresentar uma breve biografia sobre os principais autores (Hans Christian Andersen, Irmãos Grimm,etc) e permitir que a turma faça perguntas sobre eles.Por último, e não menos importante, deve-se promover uma discussão sobre as características do gênero, a fim de que os alunos cheguem a algumas conclusões como:
  • Os contos podem contar ou não com a presença de fadas,mas fazem uso de magia e encantamentos;
  • Contam com expressões como "Era uma vez..." e "Felizes para sempre..."
  • O herói ou heroína buscam uma realização pessoal(felicidade,amor,paz,etc);
  • Existem muitos obstáculos e vilões(bruxas,lobos,madrastas,etc)

3ª Aula: Linguagem Escrita
Nesta aula será preciso organizar situações em que os alunos sejam convidados a utilizar a escrita; algumas atividades com elementos da história podem ser significativas, como:
  • Listas de personagens;
  • Títulos dos CONTOS preferidos;
  • Descrição das características dos personagens e do ambiente onde se passa a história etc.
  • Interpretação de texto;
  • Atividades lúdicas:Cruzadinha;caça-palavras;jogo da forca,jogo da memória,etc.
4ª AULA: Prática de produção de texto
Após a leitura e o estudo de algumas CONTOS, os alunos terão subsídios básicos necessários para a produção de textos de própria autoria atendendo as características do gênero proposto.Os desenhos da crianças não devem ser esquecidos nesta etapa,pelo contrário,devem ser incentivados e valorizados para que o aluno também compreenda a ilustração como um gênero textual extraverbal. 

5ª AULA: Análise e reflexão sobre a língua
O professor deve orientar os alunos sobre a estrutura adequada do texto e nortear atividades que os façam refletir sobre a melhor apresentação possível de suas produções.
  • Revisão do texto;
  •  Reorganização das idéias;
  •  Pontuação;
  • Correção ortográfica;
  • Coerência e coesão;
  • Reescrita do texto.

Sistematização
Os textos produzidos pela turma devem ser expostos e compartilhados em um mural  na sala de aula.Ao final de cada sequencia didática com um gênero textual o professor deverá arquivar em um portfólio individual o material produzido pela turma. As cinco aulas aqui apresentadas podem ser trabalhadas com vários gêneros previstos no planejamento anual do professor.É importante aproximar as produções textuais às práticas sociais de leitura e escrita vivenciadas pelos alunos, como a escrita de uma lista de compras, um bilhete ou uma carta, sempre evidenciando a funcionalidade do gênero.
Avaliação
A avaliação ocorrerá de forma contínua analisando as competências(ler,ouvir,conhecer e produzir) desenvolvidas pelos alunos durante a sequência didática.
O portfólio também se constitui um rico instrumento de avaliação,pois apresenta os avanços de cada aluno em relação às práticas de leitura e produção de texto.