terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Análise do Livro Didático-Atividade TEALP-26/11/2013



Livro da Coleção Conhecer e Crescer, Língua Portuguesa.(PNLD2010,2011,2012)
Autora: Cristiane Buranello
3º Ano do Ensino Fundamental
O livro na capa apresenta ilustrações que chamam a  atenção da crianças, com desenhos divertidos e que fazem parte deste contexto do aluno.Traz informações que atendem ao Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.
A autora do livro é Professora Licenciada em Letras pela UEL (PR) e Pós-graduada em Psicopedagogia pela UNOPAR (PR).
As ilustrações são de Júnior, Christ, Hélio, Liberi
O livro encontra-se em sua 2ª edição, ano de 2008. São Paulo.

O livro dividi-se em dez unidades que buscam atender diferentes eixos temáticos, aos quais podemos descrevê-los em: No mundo das palavras, Se essa rua fosse minha, A família da gente, Nossa escola, P de poesia, Histórias que o povo conta, Bom pra cachorro, Histórias de sempre, Bichos do Mato e Vamos Comemorar.
Nessas unidades, a autora segue o mesmo padrão de apresentação dos conteúdos, trazendo no primeiro momento, um texto para leitura e interpretação do mesmo. No segundo momento, são utilizados textos ligados ao tema do texto inicial, ao qual ela nomeia de "Outra Leitura", partido posteriormente às atividades complementares.
Analisando a obra de Cristiane Biranello, observei mais profundamente na unidade 9-Bichos do Mato que ela apresenta gêneros textuais do tipo: anúncio publicitário de uma revista que abrange temas sobre Ecologia e Desenvolvimento, falando de uma campanha sobre a extinção de animais; Texto informativo sobre hábitos do Tamanduá-bandeira, após, como prática de escrita, a autora sugere a produção de fichas sobre animais e sobre os gêneros, apresenta uma notícia ainda falando sobre animais ameaçados de extinção, buscando evidenciar a realidade dos fatos que possibilitam a construção destes tipos de textos.
Um livro que é bem elaborado, e caso houvesse a oportunidade, o utilizaria como recurso para ensinar.




Relatório da Oficina Memórias e Raízes


 A proposta desta oficina foi a de buscar desenvolver um debate à cerca das possibilidades de utilização da técnica de construção da boneca Abayomi que é feita somente de pequenos retalhos e tem uma história muito interessante, ao qual nos remete a um tempo de muita injustiça e sofrimento para os africanos escravizados no Brasil.
A principal e pioneira artesã que constrói esse tipo de trabalho encantador, é  Lena Martins. Acompanhe agora, um pouco da história dessa maranhense que faz do negro um importante e fundamental protagonista de sua própria história.
13/07/2010 | N° 2550

ARTES VISUAIS

Protagonistas culturais

Exposição ‘Retalhos do Brasil’ deixa ensinamentos na cidade

Pelas mãos habilidosas da artesã Lena Martins, 59 anos, afrodescendentes brasileiros são transformados em protagonistas. Desde 1987, a artista de São Luís do Maranhão faz bonecas negras, sem costura nem cola, utilizando apenas retalhos de tecidos e malhas. A técnica foi batizada pela própria artesã e recebeu o nome de abayomi, que, na língua africana yorubá, significa meu presente.

Há 10 anos, ela e seus colegas da Associação Abayomi começaram a fazer bonecas para a exposição Retalhos do Brasil, que passou por Santa Maria no último fim de semana, nas feiras de Economia Solidária e do Cooperativismo Alternativo. Mais de 60 bonecas foram divididas no espaço da exposição em cinco temas, que representam diferentes aspectos da cultura brasileira: cotidiano, trabalho, floresta mitológica, sagrado e profano/festas populares.

De 2cm a 1m10cm de altura, as bonecas não tem olhos, boca e nariz. Isso para que todas as pessoas possam se identificar com elas.

– A obra tem coautoria com quem a vê – comenta Lena.

Integrante do Movimento de Mulheres Negras, a artesã, quando criança, já brincava com retalhos e, ao longo dos anos, passou a trabalhar com a reciclagem de materiais. Na década de 80, integrava um projeto de Darcy Ribeiro, por meio dos Centros Integrados de Educação Pública (Cieps), quando criou sua primeira boneca negra, na Cidade de Deus, no ciep Luiz Carlos Prestes.

– Nesta época, formei um grupo com quatro pessoas que faziam esse tipo de boneca. Em 1988, dei o nome de abayomi a essa técnica que criei – conta a artesã.

Em 2000, a associação começou a produzir Retalhos do Brasil. No Rio de Janeiro, onde a artista mora desde os 8 anos, os trabalhos ficaram no Museu do Folclore Edson Carneiro e foram vistos por cerca de 30 mil pessoas. A exposição passou por Angra dos Reis (RJ) e Jaguariúna (SP), entre outras cidades.

Aprendizados – Além de trazer a exposição para Santa Maria, Lena ministrou oficinas sobre a técnica abayomi no sábado e no domingo. Introspectivo, o trabalho realizado não explicava simplesmente como fazer uma boneca sem cola nem costura, mas estimulava a reflexão sobre a cultura negra. A artesã Maria Pastuch, 66 anos, participou da oficina.

– A cultura negra existe há tanto tempo, e são poucos os que ajudam na sua preservação. Lena mantém viva esta história – comenta Maria.

– O nosso trabalho coloca o negro como protagonista de qualquer situação. Buscamos fortalecer a autoestima da população afrodescendente e contribuir para a eliminação do racismo – revela Lena.

silvia.medeiros@diariosm.com.br
SÍLVIA MEDEIROS
Fonte:http://www.clicrbs.com.br/dsm/rs/impressa/4,1300,2968856,15083

Ao término da oficina,os participantes tiveram a oportunidade de produzirem suas próprias bonecas, o que foi muito interessante e divertido de fazer!