segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Para refletir mais um pouco...

 - Ferreira Gullar desistiu da poesia, da literatura e só pensa naquilo: Lula, Lula, Lula. Neste último domingo de 2012, mais uma vez, ele volta suas baterias contra o ex-presidente e o PT. Ao tentar explicar sua popularidade, afirma que o eleitor enxerga em Lula a luta contra a desigualdade e, assim, não consegue acreditar que seja corrupto. Mas negar o mensalão, diz ele, é uma comédia sem graça. Leia abaixo: 
Me engama que eu gosto
O próprio Lula admitiu que houve o mensalão ao pedir desculpas publicamente em discurso à nação
Muitos de vocês, como eu também, hão de se perguntar por que, depois de tantos escândalos envolvendo os dois governos petistas, a popularidade de Dilma e Lula se mantém alta e o PT cresceu nas últimas eleições municipais. Seria muita pretensão dizer que sei a resposta a essa pergunta. Não sei, mas, porque me pergunto, tento respondê-la ou, pelo menos, examinar os diversos fatores que influem nela.
Assim, a primeira coisa a fazer é levar em conta as particularidades do eleitorado do país e o momento histórico em que vivemos. Sem pretender aprofundar-me na matéria, diria que um dos traços marcantes do nosso eleitorado é ser constituído, em grande parte, por pessoas de poucas posses e trabalhadores de baixos salários, sem falar nos que passam fome.
Isso o distingue, por exemplo, do eleitorado europeu, e se reflete consequentemente no conteúdo das campanhas eleitorais e no resultado das urnas. Lá, o neopopulismo latino-americano não tem vez. Hugo Chávez e Lula nem pensar.
Historicamente, o neopopulismo é resultante da deterioração do esquerdismo revolucionário que teve seu auge na primeira metade do século 20 e, na América Latina, culminaria com a Revolução Cubana. A queda do Muro de Berlim e o fim da União Soviética deixaram, como herança residual, a exploração da desigualdade social, já não como conflito entre o operariado e a burguesia, mas, sim, entre pobres e ricos. O PT é exemplo disso: nasceu prometendo fazer no Brasil uma revolução equivalente à de Fidel em Cuba e terminou como partido da Bolsa Família e da aliança com Maluf e com os evangélicos.
Esses são fatos indiscutíveis, que tampouco Lula tentou ocultar: sua aliança com os evangélicos é pública e notória, pois chegou a nomear um integrante da seita do bispo Macedo para um de seus ministérios. A aliança com Paulo Maluf foi difundida pela televisão para todo o país. Mas nada disso alterou o prestígio eleitoral de Lula, tanto que Haddad foi eleito prefeito da cidade de São Paulo folgadamente.
E o julgamento do mensalão? Nenhum escândalo político foi tão difundido e comprovado quanto esse, que resultou na condenação de figuras do primeiro escalão do PT e do governo Lula. Não obstante, o número de vereadores petistas aumentou em quase todo o país.
E tem mais. Mal o STF decidiu pela condenação de José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares, estourava um novo escândalo, envolvendo, entre outros, altos funcionários do governo, Rose Noronha, chefe do gabinete da Presidência da República em São Paulo e pessoa da confiança e da intimidade de Lula.
Em seguida, as revelações feitas por Marcos Valério vieram demonstrar a participação direta de Lula no mensalão. Apesar de tudo isso, a última pesquisa de opinião da Datafolha mostrou que Dilma e Lula continuam na preferência de mais de 50 % da opinião pública.
Como explicá-lo? É que essa gente que os apoia aprova a corrupção? Não creio. Afora os que apoiam Lula por gratidão, já que ele lhes concedeu tantas benesses, há aqueles que o apoiam, digamos, ideologicamente, ainda que essa ideologia quase nada signifique.
Esse é um ponto que mereceria a análise dos psicólogos sociais. O cara acha que Lula encarna a luta contra a desigualdade, identifica-se com ele e, por isso, não pode acreditar que ele seja corrupto. Consequentemente, a única opção é admitir que o Supremo Tribunal Federal não julgou os mensaleiros com isenção e que a imprensa mente quando divulga os escândalos.
O que ele não pode é aceitar que errou todos esses anos, confiando no líder. Quando no governo Fernando Henrique surgiu o medicamento genérico, os lulistas propalaram que aquilo era falso remédio, que os compridos continham farinha. E não os compravam, ainda que fossem muito mais baratos. Esse tipo de eleitor mente até para si mesmo.
Não obstante, uma coisa é inegável: os dirigentes petistas sabem que tudo é verdade. O próprio Lula admitiu que houve o mensalão ao pedir desculpas publicamente em discurso à nação.
Por isso, só lhes resta, agora, fingirem-se de indignados, apresentarem-se como vítimas inocentes, prometendo ir às ruas para denunciar os caluniadores. Mas quem são os caluniadores, o Supremo Tribunal e a Polícia Federal? Essa é uma comédia que nem graça tem.

Vamos refletir sobre os Cieps...


Projeto pedagógico dos Cieps não foi adiante

  • Horário das aulas estendia-se das 8h às 17h
  • Ideia era que as escolas tivessem um ensino padronizado, para que não houvesse diferenças entre elas

Novo modelo. O Ciep Tancredo Neves, no Catete, o primeiro, aberto em 1985 Ana Branco/9-5-2007 / O Globo
RIO — Criados durante o governo de Leonel Brizola, na década de 80, pelo antropólogo Darcy Ribeiro, que era o então vice-governador, os Centros Integrados de Educação Pública (Cieps) tinham o objetivo de proporcionar uma educação em tempo integral para a população carente. O horário das aulas estendia-se das 8h às 17h. Nesse período, as crianças teriam acesso a educação, esportes, assistência médica, alimentos e atividades culturais. O projeto arquitetônico — de autoria de Oscar Niemeyer, que morreu no último dia 5, aos 104 anos — foi uniforme para todas as unidades. Foram construídas 515 escolas, com prédios formados por peças pré-moldadas, feitas de concreto. Essas peças eram produzidas nas fábricas de escolas — uma delas ficava na Av. Presidente Vargas, no Centro.
Ao longo dos anos e de vários governos que sucederam o de Brizola, no entanto, o projeto pedagógico idealizado por Darcy foi deixado de lado. A ideia era que as escolas tivessem um ensino padronizado, para que não houvesse diferenças entre elas.
Mas as mudanças ocorreram, e não só na orientação pedagógica, como até no espaço físico: alguns dos prédios tiveram a sua arquitetura alterada com o passar do tempo. A Secretaria municipal de Educação informou que a rede da prefeitura conta com 99 Cieps de ensino fundamental, sendo 55 em turno único. Em 2013, mais 11 Cieps passarão a atender os alunos em horário integral, totalizando 66 unidades. A secretaria informou também que, em 2012, os 99 Cieps atenderam 77.218 estudantes.
Cada Ciep é composto, conforme o projeto original, por três construções distintas: o prédio principal, o salão polivalente e a biblioteca. Mas, desde a inauguração, houve críticas quanto ao barulho nas salas de aula, já que as paredes não iam até o teto. Por causa disso, em muitos prédios o projeto original foi modificado, para que as paredes fossem elevadas. As adaptações incluíram ainda a redistribuição dos espaços, como a ampliação de salas e auditórios.

E hoje, o que pensamos sobre os Cieps?
Será que ainda acreditamos que somos medidos por números?

A prefeitura do Rio dando o que ler...




Medida busca tentar chegar ao topo do Ideb.


RIO — Para levar o Rio ao primeiro lugar no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), a prefeitura pretende ampliar de 15% para 35% o número de alunos matriculados em período único (com sete a oito horas de permanência nas escolas) até 2016. A primeira medida para atingir a meta será publicada no Diário Oficial da próxima terça-feira, logo após a posse do prefeito reeleito Eduardo Paes. Um decreto municipal criará o programa Fábrica de Escolas que terá como missão construir 277 unidades — Espaços de Desenvolvimento Infantil, Edis, da creche à pré-escola, e escolas de ensino fundamental — e reformar outras 19 para adequar a rede ao novo plano.
Hoje, já existem 349 creches (incluindo os Edis, que atendem crianças de seis meses até 5 anos e 11 meses) e 116 escolas de ensino fundamental em período único, com 101 mil crianças atendidas (15%). Em 2013, deverão ser criadas mais 28 mil vagas. Com os novos prédios, serão quase 100 mil matrículas em período único, totalizando 228 mil crianças beneficiadas (35% das matrículas da rede).
A previsão é que as primeiras unidades sejam entregues em janeiro de 2014. Isto porque as Edis e escolas poderão ser erguidas com estruturas pré-fabricadas em oito meses. As escolas terão quadras poliesportivas, sistemas de refrigeração e aproveitamento da água da chuva e da iluminação solar.
Pelos cálculos da prefeitura, o programa Fábrica de Escolas terá R$ 2 bilhões para investimentos (cerca de R$ 7 milhões por unidade). Paes diz que o projeto ajudará a consolidar a proposta iniciada para a área da educação em seu primeiro mandato.
— Meu primeiro ato como prefeito, no primeiro mandato, foi acabar com a história da aprovação automática. Acho que avançamos muito nesse primeiro mandato. Estamos numa situação hoje em que podemos ousar e dizer que a cidade do Rio pode ser uma referência em escala na questão do turno único.
Experiência bem-sucedida no exterior
A secretária municipal de Educação, Cláudia Costin, avalia que a implantação do turno único terá impacto na avaliação do Rio no Ideb. Segundo ela, os 15 primeiros países na prova do Programa Internacional de Avaliação dos Alunos (Pisa, na sigla em inglês) adotam o turno de até oito horas nas escolas. Costin explicou que os alunos terão aulas durante as sete ou oito horas que permanecerem nas unidades:
— Nós conseguimos um aumento no Ideb muito importante. No caso do ensino fundamental dos anos finais, tivemos um aumento de 22% na nota. Para colocar o Rio em primeiro lugar ou perto dos primeiros lugares, não dá mais para fazer o que já fazemos, que é ter um currículo único, provas bimestrais. Nenhum país entre os 15 primeiros no Pisa adota quatro horas e meia de ensino, como é o caso do Rio.
No Ideb 2011, o município do Rio obteve nota 5,4 nos anos iniciais (1º ao 5º) — ficando em quarto entre as capitais. Florianópolis teve a melhor nota (6), seguida de Curitiba, Palmas, Campo Grande, todas com 5,8, e Belo Horizonte, com 5,6. Nos anos finais (6º ao 9º), o Rio obteve nota 4,4 — e a quinta posição entre as capitais. A primeira é de Campo Grande, com 5.
O programa Fábrica de Escolas é uma referência ao projeto de mesmo nome dos anos 80, pelo então governador Leonel Brizola e seu vice Darcy Ribeiro, e que também tinha a missão de expandir a rede pública, ampliando o número de horas das crianças nos colégios. Mas Costin diz que o modelo atual, criado após um estudo sobre as demandas dos bairros, é mais ousado:
— O conceito criado com a Fábrica de Escolas está na história da educação do Rio, por isso essa referência. A lógica de Darcy Ribeiro era que as crianças tivessem tudo de que precisassem dentro das escolas, porque eram crianças excluídas. De manhã, elas tinham aulas, e à tarde, oficinas. Esse conceito, na forma como foi desenvolvido, nós usamos nas Escolas do Amanhã. Agora, a ideia é ainda mais ousada, porque, do 1º ao 5º ano, teremos sete horas de aulas, como fazem os países mais desenvolvidos.
Especialista acha meta pouco ambiciosa
Para Míriam Paura, professora da Faculdade de Educação da Uerj, a ampliação do número de alunos matriculados no turno único é bem-vinda. Mas ela lembra a necessidade da aplicação de um projeto pedagógico com foco não apenas no aprendizado, mas também na formação:
— Acho a meta ambiciosa e estou de acordo com a medida. Espero que a prefeitura a cumpra, mas espero também que, no tempo em que as crianças permaneçam nas escolas, elas tenham a oportunidade de aprender e ter uma formação. Para isso, é necessário ter professores qualificados e materiais pedagógicos.
Doutora em educação e ex-secretária municipal de Educação (1993-1996), Regina de Assis acha que, antes de as obras, seria preciso ocupar os espaços ociosos da rede:
— Acho a meta de elevar para 35% tímida. Se você considerar que hoje são 1.423 creches e escolas, estamos falando de uma expansão de cerca de 19% em quatro anos. Se planejam construir unidades de período único, acho que o primeiro passo seria fazer um diagnóstico preciso da rede, porque há escolas que não têm ocupação de 100%. Essas unidades precisam ser utilizadas, para não desperdiçarmos dinheiro.
Ao assumir, em 2009, Paes acabou com a aprovação automática, uma das promessas de campanha. Mas outras na área da educação não foram cumpridas ou o foram parcialmente. Ele tinha como meta triplicar o número de crianças nas creches e oferecer 160 mil vagas na pré-escola. Em setembro, O GLOBO constatou que as duas promessas não foram cumpridas. Paes discordou. Na sua primeira gestão, Paes construiu 13 escolas de ensino fundamental e cem Edis. Em quatro anos, a prefeitura reformou 19 escolas e reconstruiu 15. A rede conta hoje com 1.423 unidades, sendo 1.074 escolas, 100 Edis e 249 creches antigas.



E aqui em nossa cidade? Quais são as propostas do nosso prefeito?
Espero respostas e passo adiante para interessados. 
#CAXIAS QUER SABER/EDUCAÇÃO
 

domingo, 23 de dezembro de 2012

Fim de ano...

Nessa época as pessoas em geral, não estão interssadas em falar sobre educação, mas esquecem que não há nada que fuja à ela!
                                                                                                 Dayse Alves.

Com essa frase encerro postagens em 2012 e trabalhando muito para a cada dia poder realizar a educação com muito respeito ao outro e as diferenças!
Que esse novo número 2013 em nossos calendários seja de paz e bem e uma educação de qualidade para todos!