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POR QUE NÃO DEVEMOS TEMER O FORA BOLSONARO JÁ?

Por Libertário Humanista, Há pessoas que temem a queda de Bolsonaro supondo que seu sucessor (Mourão ou Rodrigo Maia, por exemplo) possa ser muito mais competente em fazer avançar a agenda neoliberal de ataque aos direitos do povo trabalhador e de entrega de nossas riquezas ao grande capital nacional e internacional. Para esses companheiros e companheiras a melhor opção seria deixar Bolsonaro desgastar-se ao máximo, fortalecendo assim o campo progressista de modo a facilitar a eleição de um candidato de esquerda à presidência da república em 2022. A realidade factual, porém, mostra que esse temor não procede e que, ao contrário, faz-se mais do que necessário mobilizar-se urgentemente com o grito de ordem FORA BOLSONARO! Já. Eis meus argumentos:  O governo Bolsonaro é dividido em setores: generais; Bolsonaro e família + Olavo de Carvalho + olavetes (aqui também entram alguns generais leais a Bolsonaro e igualmente boçais como Heleno, por exemplo); a ala rentista liderada por Paulo Gued…
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VAZA JATO: O QUE É ESSENCIAL E O QUE É ACIDENTE ( AL)

Para Aristóteles, diferentemente de seu mestre Platão, as essências das coisas devem ser abstraídas das próprias coisas.
Assim, o que se pode abstrair de essencial em vários cavalos, por exemplo, é o “ser cavalo”, pois essa realidade não muda em todos os cavalos que existem – mudam a cor, o tamanho, etc.
Para Aristóteles, tudo que se modifica nas coisas é chamado de acidente.
Assim proponho que vejamos os vazamentos da The Intercept, por Glenn Greenwald, até o momento, sob o ponto de vista aristotélico, isto é, proponho que olhemos para o que é essencial nos vazamentos, e não para o que, pelo menos até o momento, na minha opinião, não passam de meros acidentes.
O site/canal Duplo Expresso vê os vazamentos como factoides que aos poucos frustrarão todas as expectativas neles depositados, mas que criarão o álibi necessário para se possibilitar o fechamento do nosso regime – pois para eles os militares colocarão na conta de uma suposta conspiração russa os vazamentos.
O jornalista Florestan Fe…

MORO E DALLANGNOL PODEM TUDO À CUSTA DE NOSSAS BANALIZAÇÕES

Preparando uma aula de filosofia ética para uma de minhas turmas de ensino médio, deparei-me com uma autora que gosto demais: a filósofa e teórica política alemã Hannah Arendt e sua noção de “banalidade do mal”.
Sua reflexão teve como ponto de partida o julgamento de Adolf Otto Eichmann, realizado em 1961, em um tribunal em Jerusalém, que o sentenciou a morte.
Eichmann foi julgado por ter enviado centenas de milhares de judeus para morte nos campos e concentração nazistas, mas durante o julgamento não mostrava ter ódio pessoal para com as pessoas que enviara para morte, mas que apenas cumpria a burocracia de seu serviço, com eficiência e, sobretudo, de maneira cega, sem refletir, problematizar, questionar as ordens que executava com eficiência como um competente funcionário.
Assim, para Hannah Arendt quanto menos se questiona e se problematiza as ações próprias, mais propenso a banalizar est…

Cálice

Cálice

Por Regis Machado.*


Quase todos já escutaram a música “Cálice”, mas poucos conhecem sua verdadeira história. Escrita por Chico Buarque e Gilberto Gil em 1973, a canção foi censurada pelos militares e acabou sendo lançada apenas em 1978, nas vozes de Chico e de Milton Nascimento. Por meio de duplos sentidos e metáforas, a letra, de modo inteligente, aludia à repressão e à violência do governo e se tornou, por isso, um dos mais famosos hinos de resistência ao regime militar. . A censura tinha sido permitida anos antes pelo Ato Institucional nº 5, emitido pelo então presidente Artur da Costa e Silva em 13 de dezembro de 1968. O “AI-5”, como acabou ficando conhecido, foi o mais duro dos dezessete grandes decretos emitidos durante aquele regime. Por meio dele, as garantias constitucionais foram suspensas, parlamentares contrários ao governo perderam seus mandatos e foram ordenadas intervenções em municípios e em estados. . Em geral, conhecer a história previne que nós, meros mortais, rep…

Sem-vergonhas!!!

Por: Regis Machado* . . De início, vale lembrar que “sem-vergonha” não é o mesmo que “sem vergonha”. Enquanto essa última expressão é formada pela junção da preposição “sem” com o substantivo “vergonha”, indicando a ausência de um sentimento de inferioridade ou de indecência, a primeira é adjetivo composto, designando aquele que não tem dignidade, desavergonhado, sem moral, descarado, cínico, devasso, vil, canalha. Nos dicionários, seu uso geralmente é ilustrado com frases do tipo “Existem muitos políticos sem-vergonha no país”. . Longe de ser injusto, esse tipo de exemplo se justifica ao constatarmos que nossos jornais e noticiários estão recheados de sem-vergonhices sem limites praticadas por políticos do Executivo e do Legislativo, lembrando-nos, diariamente, que a maioria dos nossos representantes está muito longe de nos representar. No mundo inteiro, o Brasil é o país cuja população menos confia nos políticos [1]. Triste realidade. . Porém, solidário aos demais poderes, ou talve…

Programa Rio Cutural. 09.06.2018 Entrevista de Dayse Alves e Fabrício Magalhães. Projeto Luar de Dança.

10 MEDIDAS PARA MELHORAR A POLÍTICA

10 MEDIDAS PARA MELHORAR A POLÍTICA
Nada é tão irresistível quanto a força de uma ideia cujo tempo chegou. (Victor Hugo)
O recente processo de impeachment presidencial pelo qual passamos mostrou, sem sombra de dúvida, o esgotamento de um sistema político o qual, apesar de há muito ultrapassado, simplesmente não se mostra capaz de realizar as mudanças necessárias por conta própria, ou seja, de dentro pra fora. Faz-se necessária, então, a proposição imediata de medidas que visem a alterar radicalmente o sistema político brasileiro, atuando de modo a tentar resolver ou, ao menos, amenizar alguns dos problemas que o assolam e, como já ficou mais que evidenciado à sociedade, são as causas raízes de desmandos e corrupção. Interessante iniciativa nesse sentido é o site www.mudeapolitica.com.br. Nele, são propostas 10 medidas estruturais, acompanhadas das respectivas justificativas, com vistas a fomentar o debate e a permitir o seu amadurecimento no seio da sociedade. Após suficiente período de di…